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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Quais são os objetivos da JMJ? -Post II

Jornada Mundial da Juventude 2011
O objetivo prioritário da Jornada Mundial da Juventude é informar a todos os jovens do mundo a mensagem de Cristo. É uma iniciativa da Igreja evangelizadora, com uma grande dimensão ecumênica. "Tenho lembranças muito bonitas do Dia Mundial da Juventude em Colónia, não foi simplesmente um evento de massa, foi sobretudo uma grande festa de fé, um encontro humano da comunhão em Cristo. Vimos como a fé abre fronteiras e tem uma estrondosa capacidade de unir culturas diferentes e criar alegria. Espero que o mesmo aconteça agora na Austrália. Então, eu estou feliz por ver tantos jovens, de vê-los unidos no desejo de Deus e no desejo de um mundo realmente humano "( Entrevista a Bento XVI durante o vôo para a Austrália. 12 de Julho de 2008).    


Portanto, os objetivos da JMJ é a evangelização de todos, dar a conhecer Cristo aos jovens do nosso tempo. Então, qual é a natureza dos acontecimentos numa Jornada Mundial da Juventude? Quais são as forças que marcam presença nela? Alguns estudos que estão em voga nos dias de hoje tendem a considerar as JMJ como sendo uma variante da cultura jovem moderna, como uma espécie de festival rock modificado em sentido eclesial, com o Papa como uma estrela. "Com fé ou sem fé, no fundo estes festivais seriam sempre os mesmos e, assim, a intenção de deixar de lado a questão de Deus. Há também vozes católicas que vão nesta direção, considerando tudo isto como um grande espectáculo que, mesmo que seja bonito, seria de pouca importância quanto à questão sobre a fé e à presença do Evangelho no nosso tempo. Seriam momentos de exitação festiva, em que no final ficariam tudo como era antes, sem influênciar profundamente a vida. Deste modo, contudo, a peculiaridade destas jornadas e o carácter particular da sua alegria, da sua força criadora de comunhão, não encontram nenhuma explicação "(Discurso de Bento XVI à Cúria, 22 de Dezembro de 2008).

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Anel de Tucum


Este anel preto chama-se “anel de tucum”. Tucum é o nome de uma palmeira da Amazônia, da qual sua madeira, é utilizada para fazer este anel.
O anel de tucum é um símbolo usado por aqueles/as que acreditam no compromisso preferencial das Igrejas com os pobres. Também um símbolo de solidariedade que está nas mãos de muita gente de norte a sul do nosso país e também nas mãos de várias pessoas de nossa América Latina e da Europa, que lutam pela justiça e se engajam em pastorais sociais (das igrejas cristãs especialmente), entidades, movimentos sociais e ONG´s que lutam a favor dos que são explorados pelo capitalismo selvagem.
Na época do Império, quando o ouro era usado em grande escala entre os opressores, principalmente nos anéis, os negros e os índios não tendo acesso ao ouro, criaram o ANEL DE TUCUM como símbolo de pacto matrimonial, símbolo de amizade entre si e também de resistência na luta por libertação. Era símbolo clandestino cuja linguagem somente eles sabiam. O anel de tucum agregava os oprimidos, em busca de vida, mesmo no meio de tanta opressão.
O objetivo é resgatar este compromisso e denunciar as causas da pobreza. Este é o compromisso simbolizado nesta aliança, já que tanto no Antigo quanto no Novo Testamento os profetas e apóstolos afirmam a fidelidade de Deus aos pobres e oprimidos. A aliança de tucum é o sinal desta fidelidade, deste compromisso.
Além da Bíblia, a opção pelos pobres é testemunhada também por toda a tradição da Igreja, principalmente na América Latina, a partir do Concílio Vaticano II e das Conferências dos Bispos em Puebla e Medelin. Esta opção é a essência mesmo da vida cristã porque está ligada à imitação da vida de Cristo. Mas esta opção não é apenas uma responsabilidade individual. Neste momento da história, ela implica um compromisso social que está ligado à partilha e acesso à propriedade dos bens absolutamente necessários à vida. Deus está do lado dos pobres porque Deus ama os pobres. Por isso o cristão é chamado a seguir este mesmo exemplo de amor e opção preferencial que tenta promover a dignidade humana. No pobre revela-se o rosto do próprio Deus (Mt 25,40).
O anel de tucum, como explicado anteriormente, foi criado para simbolizar o matrimônio entre escravos e índios. Hoje, o anel também é usado para representar a preocupação com causas populares, luta contra o preconceito e o desejo de um mundo mais humano e justo. Hoje, ele une as pessoas que idealizam e querem um mundo melhor para todos.
Fonte: http://pjpira.wordpress.com

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Jornada Mundial da Juventude 2011 - Post I

Com a palavra, o criador e idealizador

“O principal objetivo das Jornadas é fazer a pessoa de Jesus o centro da fé e da vida de cada jovem para que Ele possa ser seu ponto de referência constante e também a inspiração para cada iniciativa e compromisso para a educação das novas gerações.” (Carta de João Paulo II ao Cardeal Eduardo Francisco Pironio na ocasião do Seminário sobre as Jornadas Mundiais da Juventude organizado em Czestochowa).

Foi assim que o Papa João Paulo II, o grande idealizador das Jornadas Mundiais da Juventude, explicou o porquê desses encontros mundiais. Um tempo para reavivar nos jovens a sua caridade e celebrar a fé na união da diversidade de povos, línguas e nações. As Jornadas são como fontes para reabastecer a fé de cada jovem na Igreja e da Igreja nos jovens.

Elas não concorrem com as pastorais da juventude, os movimentos ou grupos jovens, mas são um tempo especial para uma vivência cada vez mais profunda na intimidade com Cristo e no amor pela humanidade. Como o Santo Padre disse na mesma carta: “Uma Jornada da Juventude oferece ao jovem uma experiência viva de fé e comunhão, que o ajudará a enfrentar as questões profundas da vida e a assumir com responsabilidade o seu lugar na sociedade e na comunidade eclesial.” João Paulo II

Fonte: http://salesianos.org.br

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Batismo de Jesus

Domingo, celebraremos o Batismo de Jesus, Festa que encerra o Tempo do Natal. Este episódio suscita em nós uma pergunta, até mesmo, de ordem teológica: Por que Jesus quis se submeter àquele ritual de purificação, realizado por São João Batista? O próprio profeta contesta: “Eu devo ser batizado por ti e tu vens a mim!” (Mt 3,14). Evidentemente, Jesus não precisava daquilo, pois não tinha qualquer culpa, a não ser a culpa da humanidade, que Ele assumiu. Quis, entretanto, nos deixar o exemplo do que fazer e a lição de que ninguém é puro, a não ser Ele. Mergulhando no Rio Jordão, santificou, definitivamente, todas as águas, que se tornaram matéria dos Sacramentos do Batismo e da Eucaristia, que Ele iria instituir.
Os Evangelhos Sinóticos descrevem aquela teofania trinitária, com a manifestação do Espírito Santo em forma de pomba, e o Pai fazendo ouvir sua voz sobre o Cristo, que sai das águas: “Eis meu Filho muito amado em quem ponho minha afeição” (cf. Mt 3,16-17 e paralelos).
O Batismo é a fonte de todo bem que acontece em nossa vida, após o nascimento; é a raiz dos dons sobrenaturais que recebemos e a porta dos outros Sacramentos. A criancinha que se torna templo de Deus, embora ainda não possa acompanhar a riqueza litúrgica do Sacramento, irá desenvolver, ao longo de sua vida, todos os benefícios recebidos naquele momento único.

São Paulo fala, ardorosamente, dos efeitos do Sacramento: “Fomos, pois, sepultados com Ele na sua morte pelo Batismo para que, como Cristo ressurgiu dos mortos pela glória do Pai, assim nós também vivamos uma vida nova. Ora, se morremos com Cristo, cremos que viveremos também com Ele, pois sabemos que Cristo, tendo ressurgido dos mortos, já não morre, nem a morte terá mais domínio sobre Ele. Portanto, vós também considerai-vos mortos ao pecado, porém vivos para Deus, em Cristo Jesus” (Rm 6,4.8-9.11).
São João, na sua Primeira Carta, afirma que, pelo Batismo, recebemos em nós a semente de Deus, que se desenvolve, desabrocha e impregna todo o nosso modo de ser e de proceder: “Todo o que é nascido de Deus não peca, porque o germe divino reside nele; e não pode pecar, porque nasceu de Deus” (1Jo 3,9). O nosso ser torna-se outro, porque nos incorporamos ao corpo glorioso de Cristo, que continua, assim, a agregar novos membros, especialmente, através do Batismo e dos demais Sacramentos.
Deus nos deu a vida natural em vista da vida divina, que iríamos receber, “enxertados em Cristo” (cf. Rm 11,23-24). Todo esse Mistério é muito grande! Surge, desta forma, para nós a conveniência imperiosa de meditar muito mais sobre o Batismo. A inesgotável riqueza desta reflexão tem fecundado novas formas de espiritualidade, como o Neo-Catecumenato que, bem conduzido, sem se fechar em si, é uma das grandes espiritualidades do nosso tempo.
Como é que manifestamos esta vida divina? O seu sinal mais simples e visível transparece na nossa própria fisionomia: o sorriso sincero e o semblante sereno refletem a paz da alma, a retidão do pensamento e a coerência das atitudes. O exercício da vontade, impregnada do Espírito de Cristo, conduz à prática de atos de bondade, que a piedade cristã sintetiza nas “obras de misericórdia”.
A vida nova é a grande maravilha que aconteceu em nosso Batismo. Além de transformados, tornamo-nos participantes de uma família nova - a Família Trinitária. Por Cristo, no Mistério da Encarnação e Redenção, recebemos o dom da filiação divina. Filhos do mesmo Pai e irmãos de Cristo, somos assumidos pela Santíssima Trindade, no amor do Espírito Santo. Em consequência, a nossa família humana também é transformada, quando nos tornamos criaturas novas.
Além de recebermos uma família nova, recebemos um nome novo. O nome é tão importante, tão precioso, que cuidaremos de zelar por ele. Na Antiga Aliança, o nome identificava-se com a essência e a missão da pessoa. Conhecer o nome do outro significava confiança e intimidade. Assim Deus se dirige a Sião, conforme o texto do profeta Isaías: “Eu escrevi o teu nome na palma da minha mão” (Is 49,16). Deus como que abre suas mãos para nos guardar, pois nunca se esquece de nós. Estamos sempre no seu pensamento, no objetivo do seu amor e da sua atividade.
Quando uma criança aprende a falar, os primeiros nomes que balbucia são “mamãe” e “papai”, naquela pronúncia engraçada e imperfeita, que tanto enternece seus genitores. Nós também aprendemos a chamar Deus de Papai, Ele é o nosso Abba, como diz São Paulo (cf. Rm 8,15). Deus é Papai, com jeito e amor de Mamãe, unindo as facetas do amor humano na plenitude de seu Amor divino.
Como possuímos a vida divina, nosso falar transcende a comunicação humana. Alcançamos o falar divino, que é a oração – diálogo com o Pai, pelo Filho, no Espírito Santo. A oração é um dom extraordinário. Quem sabe rezar, preenche qualquer vazio e se enobrece. E quem não sabe rezar, é muito pobre. O maior sábio, se não souber falar com Deus, vai dialogar com quem? Apenas com a ciência e o mundo material? Mas tudo isso é limitado. Quem não sabe falar com o Transcendente, não se torna sábio de verdade. A ciência que vai além dos limites da criaturalidade é a ciência mais elevada, porque se eleva até o divino e se fundamenta na fé.
Quando recebemos a vela do Batismo, embora seja pela mão de nosso padrinho (no caso das crianças), somos convidados a prosseguir: “Ide, levai esta luz [isto é, a fé] acesa, até o encontro com o Senhor”. E nesta trajetória do nosso caminhar, há que preencher o entusiasmo da fé com a concretude da caridade, unindo o ensinamento de São Paulo ao de São Tiago: “A fé opera pela caridade” (Gl 5,6), pois “a fé sem obras é morta” (Tg 3,17)
Feliz dia em que fomos batizados! Nossa Certidão de Batismo, muito mais do que um documento, é sinal do maior dom do amor de Deus a nós. Olhemos para ela com carinho, agradecendo a Deus pelo Sacramento que nos abriu a porta e franqueou o acesso à participação na sua vida. O Batismo purifica o nosso ser e dá sentido ao nosso viver. Vai conduzir-nos pelos caminhos do bem ao encontro do Único Bem, razão e causa de qualquer prática que nos dignifica.

D. EUSÉBIO SCHEID

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Dia 6 de Janeiro é comemorado o dia dos três reis magos

História dos três reis magos
Os três reis magos (Melquior, Baltazar e Gaspar) são personagens bíblicos. Segundo o apóstolo Mateus, eles vieram do Oriente, conduzidos por uma linda e brilhante estrela.


Chegaram na cidade de Belém, local de nascimento do menino Jesus, trazendo presentes (mirra, ouro e incenso). Estes presentes possuíam um sentido simbólico. O ouro representava a realeza, a mirra (resina antiséptica) simbolizava a pureza, enquanto o incenso simbolizava a fé.



No contexto bíblico, a palavra “mago” não significa bruxo ou feiticeiro, mas sim assume o sentido de sacerdote ou sábio. Eles possuíam poderes e dons divinos.



No Brasil, na América Latina e em diversos países da Europa, o dia dos Reis Magos é comemorado todo 6 de janeiro. No Brasil, inclusive, várias festas do nosso folclore são realizadas no interior do país. Nos reisados, por exemplo, grupos de pessoas passam de casa em casa pedindo presentes e cantando músicas típicas. Esta festa foi trazida pelos colonizadores portugueses e espanhóis para o continente americano.

Curiosidade:
A estrela que colocamos no topo das árvores de Natal representa a estrela que conduziu os reis magos para a cidade onde nasceu o menino Jesus.
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