Sobre a PJovem

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

São Domingos Sávio

            O São Domingos Sávio viveu o lema “Antes morrer do que pecar”.

     Nascido em Turim, na Itália, no ano de 1842, Domingos conheceu muito cedo Dom Bosco e participou do Oratório, onde seu coração se apaixonou por Jesus e Nossa Maria Auxiliadora.
    Um dia, ao ouvir uma pregação sobre a facilidade de santificar-se, seu coração inflamou-se no amor de Deus, e mais tarde declarou a Dom Bosco:   "Quero dizer que sinto um desejo e uma necessidade de fazer-me santo.    Nunca havia imaginado que se poderia sê-lo com tanta facilidade, e agora, que vi, quero absolutamente e tenho absoluta necessidade de ser santo".
    Dom Bosco, algum tempo depois, queria dar-lhe um presente e perguntou-lhe o que gostaria de receber. Domingos disse: "O presente que lhe peço é que me ajude a ser santo. Quero dar-me todo ao Senhor, ao Senhor para sempre. Sinto verdadeira necessidade de fazer-me santo, e se não me fizer, não faço nada. Deus quer que eu seja santo, e tal há de acontecer".
      A primeira coisa que se lhe aconselhou para chegar a esse fim, foi que trabalhasse para ganhar almas para Deus, posto que não há coisa mais santa nesta vida do que cooperar com Ele na obra da salvação.
    Seguindo a recomendação, não perdia oportunidade para dar bons conselhos e advertir a quem dissesse ou fizesse coisas contrárias à santa lei de Deus. Tinha um verdadeiro horror às blasfêmias, e quando as ouvia, se não tinha condições de advertir o responsável, tirava o chapéu e dizia "Louvado seja Jesus Cristo!", para reparar a falta.
    Pequeno na estatura, mas gigante na busca de corresponder a vocação a santidade. Domingos Sávio é um ícone para toda a juventude, na alegria de ser santo. Um jovem comum, que buscava cumprir os seus deveres e amava a vida de oração.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

3º Domingo do Advento




Muitas vezes quando atendo as pessoas, principalmente as que estão enfermas, uma das perguntas mais freqüentes que fazem são “Padre, Deus está me castigando?”. Diante da fragilidade da saúde esse é o primeiro pensamento que se vem. Se hoje muitas pessoas pensam nessa possibilidade de castigo de Deus imagine como as pessoas pensavam na época da Jesus. Os coxos, os cegos, os leprosos, eram todos considerados pecadores, amaldiçoados, impuros e indignos. Para a religião que professavam essas pessoas não estavam contados entre aqueles que seriam salvos.

No capítulo 4 de Lucas, quando Jesus estava na sinagoga em Cafarnaum e levantou-se para ler as escrituras, ele anunciou a sua missão como Ungido de Deus, como o Cristo de Deus: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu para anunciar a Boa-Nova aos pobres; enviou-me a proclamar a libertação aos cativos e, aos cegos, a recuperação da vista; a liberdade aos oprimidos, a proclamar um ano favorável da parte do Senhor.” No evangelho de hoje, em cumprimento à profecia de Isaías que lemos na primeira leitura, Jesus ao ser indagado pelos discípulos de João se ele realmente era o Cristo, Jesus faz questão também, de elencar os sinais que estão acontecendo.
Jesus chama atenção aos sinais para que entendam o motivo verdadeiro deles. Mas do que as curas e milagres, o Cristo de Deus veio para trazer a salvação. E a salvação de Deus não é somente para um grupo de pessoas perfeitas fisicamente mas sim para todos, principalmente os mais necessitados. Os milagres de Jesus são sinais da sua unção pelo Espírito Santo. São sinais de uma salvação universal até para os que, segundo os judeus, eram considerados amaldiçoados e castigados por Deus. Jesus não cura ou faz milagres porque tem dó, mas para testemunhar a misericórdia e o amor de Deus na vida dos seus filhos. Para mostrar que realmente é “um ano favorável da parte do Senhor”. É o kairós (tempo de Deus) que se aproxima!
Nós também precisamos estar atentos aos sinais de Deus em nossas vidas. Deus nos concede as “alegrias da salvação”. Os sacramentos, por exemplo, já são essas alegrias que Deus nos concede ao marcar os momentos da nossa vida com seus sinais de amor: a filiação divina pelo batismo, a misericórdia pela penitência, o alimento pela eucaristia, os dons do Espírito pelo crisma, a união de duas vidas pelo matrimônio, o ser outro Cristo pela ordem, a cura pela unção dos enfermos. Com quantas outras “alegrias da salvação” Deus nos presenteia: a amizade sincera de um amigo ou amiga, o amor incondicional de uma mãe ou pai, a franqueza de uma correção fraterna, a simplicidade de uma criança, a beleza da criação.
É por isso que nesse domingo a cor litúrgica é o róseo. É a alegria que toca esse tempo da espera, do advento do Senhor. Alegria em comemorar mais uma vez a primeira vinda de Cristo, que assumiu a nossa fragilidade humana para justamente nos trazer a salvação e nos mostrar que a grandeza do ser humano se caracteriza pela fé que o faz perceber as necessidades do próximo. A esperança da segunda vinda de Cristo, quando ele chegará triunfante para nos trazer à verdadeira alegria da vida em Deus.

Pe. Paulo Profilo, SDB


terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Nossa Senhora Aparecida - O Milagre

A história do filme tem relação com a fé dos católicos em Nossa Senhora da Imaculada Conceição Aparecida, considerada a padroeira do Brasil. A ação começa na cidade de Aparecida do Norte, em São Paulo, onde o menino Marcos perde a fé na santa após seu pai sofrer um grave acidente durante a construção da basílica local. Anos depois, Marcos terá de reencontrar esta mesma fé através de outro acontecimento, agora envolvendo o seu filho adolescente. Em paralelo à história de Marcos, a produção mostra cenas que relembram o descobrimento da imagem de Nossa Senhora Aparecida no leito do rio Paraíba do Sul por três pescadores, no século XVIII, quando os mesmos já tinham perdido as esperanças de encontrar peixe na região. Diz a lenda que os pescadores jogaram a rede no rio e pescaram o corpo de uma imagem de Nossa Senhora  da Conceição, devoção trazida ao país pelos portugueses desde o século XVI. Após jogar novamente a rede, os pescadores resgataram a cabeça da santa e com o “milagre”, o rio voltou a ter peixe em abundância. A mesma história já foi contada na novela A Padroeira, de Walcyr Carrasco.
O longa-metragem é dirigido por Tizuka Yamasaki, e os atores Murilo Rosa, Maria Fernanda Cândido, Jonatas Faro, Bete Mendes, Leona Cavalli, Rodrigo Veronese e Regis Farah compõem o elenco. A distribuição é da Paramount Pictures.

Fonte: Globo.com e Youtube

sábado, 11 de dezembro de 2010

Encerramento da Semana Missionária

Hoje Dia  11/12/2010 acabou mais uma semana missionária, cheia de alegrias e fortes emoções pois foi com a ordenação do diácono Luis Fabiano (agora Pe. Luis Fabiano) que se encerrou essa semana. Nesta semana os garotos tiveram a experiência de fazer visita às casas dos moradores das comunidades e fazer atividades recreativas com as crianças pela tarde, igualmente como fizeram em nossa comunidade, Santa Rosa De Lima. Tenho certeza de que as sementes foram plantadas e  que em breve vamos colher os resultados de uma semana de trabalho e suor.


                                                                      Rodolfo de Souza Martins.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

A Imaculada Conceição

A Imaculada Conceição

Reza o dogma católico que a Bem-aventurada Virgem Maria, desde o primeiro instante de sua conceição, foi preservada da nódoa do pecado original, por privilégio único de Deus e aplicação dos merecimentos de seu divino Filho.

O dogma abrange dois pontos importantes:

a) O primeiro é ter sido a Santíssima Virgem preservada da mancha original desde o princípio de sua conceição. Deus abrogou para ela a lei de propagação do pecado original na raça de Adão; ou por outra, Maria foi cumulada, ainda no começo da vida, com os dons da graça santificante.

b) No segundo, vê-se que tal privilégio não era devido por direito. Foi concedido na previsão dos merecimentos de Jesus Cristo. O que valeu a Maria este favor peculiar foram os benefícios da Redenção, na previsão dos méritos de Jesus Cristo, que já existiam nos eternos desígnios de Deus.

Fonte: www.lepanto.com.br/ApMariaIC.html

domingo, 5 de dezembro de 2010

Semana Missionária



Hoje dia 5 de Dezembro de 2010 os jovens Lucas Manoel e Lucas Santos da Comunidade Santa Rosa de Lima, foram para a Semana Missionária vocacional, na cidade de americana - SP.

Os jovens vem participando dos encontros vocacionais na Paróquia sagrada Família, desde o término da Semana Missionária que ocorreu em Jacareí na Paróquia de São Silvestre em Julho de 2010.
Unidos aos jovens que estão trabalhando na Semana Missionária, vamos rezar e pedir a Dom Bosco e Nossa Senhora Auxiliadora que ilumine todos os envolvidos nesta semana para que os objetivos propostos sejam alcançados.

Fabiano S.  Martins

sábado, 4 de dezembro de 2010

2º Domingo do Advento

Homilia

Caros jovens! O profeta Isaías afirma hoje na sua profecia que do tronco de Jessé nascerá um rebento. O que é um rebento? É uma hastesinha  pequena, frágil, tão frágil que qualquer criança pode quebrar, partir em pedaços. Mas vejam a grandeza de Deus! É desta hastesinha que veio a nossa salvação! Parece tão contraditório. Mas é! A lógica de Deus é diferente da nossa. Deus exalta os humilhados! Faz os cegos enxergarem! Faz da cruz o seu trono! É sobre esse rebento que o profeta anuncia que repousará o Espírito do Senhor! É essa hastesinha que será ungida pelo Espírito! É o Cristo, o Messias que virá para batizar com o Espírito Santo e com fogo!
O messias é cheio do Espírito Santo por isso é justo. Ele não julga pelas aparências mas pela justiça, anuncia o profeta. Assim, somos convidados a tirarmos, nesse domingo, as nossas máscaras, as nossas aparências, a nossa vida do ‘faz-de-conta” e sermos quem realmente somos! Precisamos ter coragem de assumir a nossa pobreza. Assumir que perante Deus somos pobres e que sozinhos nunca poderemos levar o peso da vida. Somente os pobres poderão acolher, reconhecer e alegrar-se com a chegada do Messias!
João Batista no evangelho de hoje faz um convite: “Convertei-vos!” A palavra conversão em grego é metanóia  que significa mudar o pensar, mudar o coração! Não se trata de uma mera mudança no rumo da vida, mas é uma atitude interior de sincero arrependimento, a atitude de quem se reconhece pecador e humildemente vai mudar o coração, mesmo que à custa de sacrifício pois reconhece a importância de Deus e da vida em Deus. É um retorno a Deus para que Ele encontre acesso fácil, em nosso coração, para a sua vontade e seus planos.  Para isso que João batiza. Para que as pessoas reconheçam os seus pecados e mudem, façam a escolha pelo Reino de Deus, o próprio Cristo que vem. Já o Batismo de Jesus é aquele que confere a fé, dada pelo Espírito Santo. Fé que arde os nossos corações como o fogo! Que queima e purifica a nossa pequenez para dar assim, espaço para a vontade de Deus em nossas vidas.

Hoje, nas orações que rezamos na liturgia, há pedidos muito corajosos. Na coleta rezamos o seguinte: “Nós vos pedimos que nenhuma atividade terrena nos impeça de correr ao encontro do vosso Filho, mas, instruídos pela vossa sabedoria, participemos da plenitude de sua vida.” Há muitas coisas em nossa vida que nos atrapalham de participar da plenitude da vida de Deus. A conversão é deixar de lado essas coisas! Assim poderemos viver a nossa vocação de termos “vida e vida em plenitude”.  Na oração depois da comunhão rezaremos o seguinte: “que pela participação nesta eucaristia, nos ensineis a julgar com sabedoria os valores terrenos e colocar nossas esperanças nos bens eternos.” Vejam! Precisamos pedir a Deus, todos os dias, que os ensine a julgar os valores terrenos, os valores que nos são oferecidos pela TV, pela INTERNET, pelas propagandas, pelas músicas. Não é necessário nos esconder de tudo isso, mas é necessário, com a ajuda do Pão da Vida, julgar com sabedoria e aproveitarmos aquilo que é bom para o nosso crescimento e para nossa vida de fé.
Cultivemos em nós a esperança, chega de vivermos como todo mundo vive, chega de sermos medíocres como todo mundo é medíocre. Façamos a diferença! Vamos converter o nosso coração para que possamos, juntos,  tendo um só coração e uma só voz glorificar a Deus em Jesus Cristo pelo Espírito Santo!

Pe. Paulo Profilo, SDB

Santa Rosa de Lima

Santa Rosa de Lima nasceu na cidade de Lima, capital do Peru, no ano de 1586, coincidentemente no mesmo ano da aparição da Virgem Santíssima na cidade de Chiquinquira. Isabel Flores y de Oliva é o seu nome de batismo, mas sua mãe, ao ver aquele rosto rosado e belo, começou a chamá-la de Rosa, nome com a qual ficou conhecida.
Desde pequena, teve grande inclinação à oração e à meditação. Um dia estava rezando diante de uma imagem da Virgem Maria, com Jesus Cristo ainda bebê nos braços, quando ouviu uma voz que vinha da pequena imagem de Jesus, que lhe dizia: "Rosa, dedique a mim todo o seu amor..."
A partir de então, tomou a decisão de amar somente a Jesus, mas devido à sua beleza, muitos homens acabavam se apaixonando por ela. Para não ser motivo de tentações, Rosa cortou seus longos e belos cabelos, e passou a cobrir o rosto constantemente com um véu.
Decidiu ingressar em um convento da ordem agostina, entretanto, estando diante da imagem da Virgem Santíssima no dia da sua conversão, sentiu que não podia levantar-se nem mesmo com a ajuda de seu irmão. Foi então que percebeu ser tudo aquilo um aviso dos céus para não ir, e bastou fazer uma prece à Nossa Senhora para que a paralisia desaparecesse por completo.
A partir deste dia, Rosa, que se espelhava em Santa Catarina de Sena como modelo de vida a ser seguido, passou a pedir diariamente a Deus para indicar-lhe em que ordem religiosa deveria ingressar. Percebeu que todos os dias, assim que começava a rezar, aparecia uma pequena borboleta nas cores branco e preta, e com este sinal chegou à conclusão que deveria ingressar na Congregação da Ordem Terceira de São Domingos, cujas vestimentas eram nestas cores. Tendo ingressado na ordem aos vinte anos, pediu e obteve licença de emitir os votos religiosos em casa - e não no convento - como terciária dominicana.
Construiu para si uma pequena cela no fundo do quintal da casa de seus pais, e passou a levar uma vida de austeridade, de mortificação e de abandono à vontade de Deus. Através de rigorosas penitências, Rosa eliminou de sua vida todo orgulho, amor próprio e vaidade, cumprindo à risca o que Jesus disse: "Quem se humilha será exaltado". Entre as penitências estava o jejum contínuo: Rosa consumia o mínimo necessário para sua sobrevivência e quase não bebia água. Dormia sobre duras táboas e ao olhar para o crucifixo dizia: "Senhor, a sua cruz é muito mais cruel que a minha".
Quando seu pai perdeu toda a fortuna, Santa Rosa não se perturbou ao ter que trabalhar de doméstica, pois tinha esta certeza: "Se os homens soubessem o que é viver em graça, não se assustariam com nenhum sofrimento e padeceriam de bom grado qualquer pena, porque a graça é fruto da paciência". Vivendo fora do convento, renunciou a inúmeras propostas de casamento e de vida fácil, dizendo: "O prazer e a felicidade que o mundo pode me oferecer são simplesmente uma sombra em comparação ao que sinto". Alcançando um alto grau de vida contemplativa e de experiência mística, suas orações e penitências conseguiram converter muitos pecadores.
Muitos milagres aconteceram após sua morte. Ela foi beatificada por Clemente IX em 1667 e canonizada em 1671 por Clemente X, a primeira da América a ter essa honra. É padroeira da América do Sul e das Filipinas.
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