Sobre a PJovem

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Feliz Ano Novo


Senhor, nesta Noite Santa,

depositamos diante de Tua manjedoura

todos os sonhos, todas as lágrimas e

esperanças contidos em nossos corações.



Pedimos por aqueles que choram

sem ter quem lhes enxugue uma lágrima.

Por aqueles que gemem

sem ter quem escute seu clamor.



Suplicamos por aqueles que Te buscam

sem saber ao certo onde Te encontrar.



Para tantos que gritam paz,

quando nada mais podem gritar.



Abençoa, Jesus-Menino,

cada pessoa do planeta Terra,

colocando em seu coração um pouco

da luz eterna que vieste acender

na noite escura de nossa fé.



Fica conosco, Senhor!


Assim seja!



A cada dia de nossa vida, aprendemos com nossos erros ou nossas vitórias, o importante é saber que todos os dias vivemos algo novo. Que o novo ano que se inicia, possamos viver intensamente cada momento com muita paz e esperança, pois a vida é uma dádiva e cada instante é uma benção de Deus


"O que somos é presente de Deus; no que nos transformamos é o nosso presente a Ele"(D. Bosco)

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

domingo, 26 de dezembro de 2010

Festa da Sagrada Família


Homilia
Celebramos hoje a festa da Sagrada Família. Somos convidados a fixarmos o olhar em Jesus, Maria e José, e adoramos o mistério de um Deus que quis nascer de uma mulher, a Virgem Santa, e entrar neste mundo pelo caminho comum a todos os homens. Fazendo assim, santificou a realidade da família, enchendo-a da graça divina e revelando plenamente a sua vocação e missão. O Concílio Vaticano II dedicou grande atenção à família. Os cônjuges afirmam a ele são um para o outro e para os filhos testemunhas da fé e do amor de Cristo. A família cristã participa assim da vocação profética da Igreja:  com o seu modo de viver "proclama em voz alta as virtudes presentes do reino de Deus e a esperança da vida bem-aventurada" Como repetiu depois incansavelmente o papa João Paulo II, o bem da pessoa e da sociedade está estreitamente ligado à "boa saúde" da família. Por isso a Igreja está comprometida na defesa e promoção "da dignidade natural e do altíssimo valor sagrado.
Que hoje possamos nos identificar com os pastores de Belém que, logo após receberem o anúncio do anjo, foram rapidamente para a Gruta e encontraram "Maria e José e o menino, deitado numa manjedoura" . Detenhamo-nos a contemplar esta cena e a refletir sobre seu significado. As primeiras testemunhas do nascimento de Cristo, os pastores, encontraram não apenas o Menino Jesus, mas uma pequena família: mãe, pai e filho recém-nascido. Deus escolheu revelar-se nascendo em uma família humana e, por isso, a família humana se tornou ícone de Deus! Deus é Trindade, é comunhão de amor, e a família, mesmo com toda a diferença entre o mistério divino e a criatura humana, é uma expressão que reflete o mistério insondável do Deus amor. O homem e a mulher, criados à imagem de Deus, se tornam no casamento "uma só carne" isto é, uma comunhão de amor que gera vida nova. A família humana, em certo sentido, é ícone da Santíssima Trindade, seja pelo amor interpessoal, seja pela fecundidade do amor.
A família de Jesus merece o título de "santa", porque está totalmente absorvida pelo desejo de cumprir a vontade de Deus, encarnada na adorável presença de Jesus. Por um lado, é uma família como todas e, como tal, é modelo de amor conjugal, de colaboração, de sacrifício, de entrega à divina Providência, de laboriosidade e de solidariedade, em suma, de todos aqueles valores que a família guarda e promove, contribuindo de modo primordial para formar o tecido de cada sociedade. Mas, ao mesmo tempo, a Família de Nazaré é única, diversa de todas, pela sua singular vocação ligada à missão do Filho de Deus. Precisamente com esta sua unicidade ela indica a cada família, em primeiro lugar às famílias cristãs, o horizonte de Deus, a primazia doce e exigente da sua vontade, a perspectiva do Céu para o qual somos destinados. Por tudo isto hoje dá graças a Deus, mas também à Virgem Maria e a São José, que com tanta fé e disponibilidade cooperaram para o desígnio de salvação do Senhor.  
O nosso olhar de fé faz-nos abraçar simultaneamente o Menino divino e as pessoas que lhe estão ao lado: a sua Mãe Santíssima, e José, o seu pai adotivo. Que luz se desprende deste “ícone” do Santo Natal! Luz de misericórdia e de salvação para o mundo inteiro, luz de verdade para cada homem, para a família humana e para as famílias individualmente. Como é belo para os cônjuges verem-se refletidos na Virgem Maria e no seu esposo José! Como é consolador para os pais, especialmente se têm uma criança pequena! Como é iluminador para os noivos, atraídos pelos seus projetos de vida!
 A mensagem que vem da Sagrada Família é, antes de tudo, uma mensagem de fé: a casa de Nazaré é aquela onde Deus está verdadeiramente no centro. Para Maria e José esta opção de fé concretiza-se no serviço ao Filho de Deus que lhes foi confiado, mas exprime-se também no seu amor recíproco, rico de ternura espiritual e de fidelidade. Eles, com a sua vida, ensinam que o matrimônio é uma aliança entre o homem e a mulher, aliança que empenha na fidelidade recíproca e se apóia na comum entrega a Deus. Aliança tão nobre, profunda e definitiva, que constitui para os crentes o sacramento do amor de Cristo e da Igreja. A fidelidade dos cônjuges, por sua vez, põe-se como rocha sólida sobre a qual se apóia a confiança dos filhos. Quando pais e filhos respiram juntos este clima de fé, dispõem duma energia que lhes permite enfrentar provas mesmo difíceis, como mostra a experiência da Sagrada Família. 


Pe. Paulo Profilo, SDB

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Feliz Natal



Natal do Menino Jesus

Na manjedoura numa gruta pobre
Na silenciosa Noite de Belém
Do céu descia uma Luz brilhante
Anunciando de maneira nobre
O Deus menino para o nosso bem.

Lá no presépio José e Maria,
Os escolhidos Pais do Salvador,
Presenteavam toda a humanidade
Naquela noite que do céu descia
De Deus o filho, que ao mundo doou.
Do Oriente uma Luz guiava
Os Reis Magos para adorar
O Deus Menino que ali nascera
E que a Luz o anunciava
O Amor do Pai para nos Salvar.

E nessa Noite de Paz e Amor
O Deus Menino nos fez renascer
Trazendo ao mundo a fraternidade
Do filho amado que se revelou
Do céu a Luz num resplandecer.

Natal Feliz, Noite de Alegria
Os Anjos cantam Glória ao Senhor
E Paz na terra aos homens também,
Vinda do céu uma Luz descia
Na mais sublime prova de amor.



Fonte : uol.com

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Véspera Natal

Missa do dia 24.12
Homilia
Celebrar o Natal do Senhor é celebrar o encontro entre o Divino e o Humano. É o próprio Deus que toca com seu infinito amor a nossa humanidade, assumindo assim a nossa pequenez para nos fazer seus filhos, irmãos de Jesus Cristo, pertencentes a uma só família!
O que celebramos hoje é um momento que foi muito esperado pela humanidade: que Deus viesse cuidar de nós, que saísse do seu esconderijo, que o mundo fosse salvo e tudo se renovasse. E foi isso o que aconteceu. Pela encarnação do Verbo hoje somos de Deus, somos cuidados por Ele. Somos seus filhos amados!
Olhando para o evangelho desta noite podemos imaginar com quanto cuidado interior, com quanto amor Maria se preparou para aquela hora tão esperada.  O simples relato do evangelista Lucas “ela o enfaixou” deixa-nos intuir algo da santa alegria e do zelo silencioso de tal preparação.  Estavam prontos os panos, para que o Menino pudesse ser bem acolhido. Na hospedaria, porém, não havia lugar. De algum modo a humanidade espera Deus, a sua proximidade. Mas quando chega o momento, não tem lugar para Ele. Está tão ocupada consigo mesma, sente necessidade tão egoísta de todo o espaço e de todo o tempo para as próprias coisas, que não resta nada para o outro: para o próximo, para o pobre, para Deus. E quanto mais ricos se tornam os homens, tanto mais preenchem tudo de si mesmos. Tanto menos pode entrar o outro!
Isso leva-nos a refletir: temos nós tempo para o próximo que necessita da minha palavra, do meu afeto? Para o doente que precisa de ajuda? Temos nós tempo e espaço para Deus? Pode Ele entrar na nossa vida? Encontra um espaço em nós, ou temos todos os espaços do nosso pensamento, da nossa ação, da nossa vida ocupados para nós mesmos?
A nossa sorte, meus irmãos e minhas irmãs, é que Deus não se deixa fechar para o lado de fora. Ele encontra um espaço, entrando nem que seja para o curral.  Existem pessoas que vêem a sua luz e a transmitem. Precisamos como os pastores, escutar a voz de tantos anjos que passam pela nossa vida e nos deixar levar pela luz e pela mensagem que convida-nos para nos pormos a caminho, sairmos da mesquinhez dos nossos desejos e interesses a fim de irmos ao encontro do Senhor e adorá-lo
                O curral de Belém passa a ser o palácio onde se tocam céu e terra. Por isso, de lá emana uma luz para todos os tempos; por isso lá se acende a alegria; por isso lá nasce o canto: “Glória no mais alto dos céus e paz na terra aos homens de boa vontade!”. Lembro aqui Santo Agostinho que ao escrever sobre a oração do Pai Nosso ele se pergunta: o que é o céu? Onde é o céu? Sua resposta é surpreendente. “Que estais nos céus” significa nos santos e nos justos! O céu não pertence à geografia do espaço, mas à geografia do coração! E o coração de Deus, na noite do Natal, inclinou-se até ao curral! A humildade de Deus é o céu. E se fomos ao encontro desta humildade, então tocamos o céu porque nos tornaremos santos e justos. Assim, tocando o céu, a própria terra se torna nova. Com a humildade dos pastores, ponhamo-nos a caminho, nesta Noite Santa, até junto do Menino no curral! Toquemos a humildade de Deus, o coração de Deus! Então a sua alegria tocará a nós e tornará a nossa vida, nosso mundo mais luminoso! 

Pe. Paulo Profilo, SDB

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Mamãe Margarida


Margarida Occhiena nasceu no dia 1º de Abril de 1788 em Capriglio, província de Asti, Itália, sexta de dez filhos. Foi batizada no mesmo dia na igreja paroquial. Seus pais são agricultores dotados de sinceros sentimentos cristãos. Desde jovem Margarida é uma grande trabalhadora. Os tempos e o trabalho não lhe permitem estudar, mas o seu amor pela oração é enriquecido por aquela sabedoria que não se encontra nos livros.
Casa-se, em 1812, com Francisco Bosco. Francisco tem 27 anos, é viúvo, com um filho de três anos, António, e tem a mãe doente aos seus cuidados. No ano seguinte nasce José e em 1815 João (o futuro Dom Bosco). Juntos transferem-se para os Becchi, distrito de Castelnuovo d'Asti.
Em 1817 Francisco morre atingido por uma pneumonia. Aos vinte e nove anos Margarida vê-se enfrentando sozinha a condução da família num momento de grande carestia, assistindo a mãe de Francisco, António e os pequenos José e João. Margarida era uma mulher de grande fé. Deus estava sempre acima de todos os seus pensamentos e sempre em seus lábios.
O amor do Senhor era tão intenso que formou nela um coração de mãe. Sábia educadora, soube conjugar nela paternidade e maternidade, doçura e firmeza, vigilância e confiança, familiaridade e diálogo, educando os filhos com amor desinteressado, paciente e exigente. Atenta à vida deles, confia nos meios humanos e no auxílio divino. Acompanha o crescimento de três garotos de temperamento muito diferentes com os mesmos critérios mas com métodos diversos. Ensina-lhes o catecismo e prepara-os para se aproximarem da primeira comunhão.
Tendo ouvido o sonho de Joãozinho aos nove anos, é a única que consegue lê-lo à luz do Senhor: "Quem sabe, tu devas ser sacerdote". Permite-lhe então que fique com outros garotos pouco recomendáveis, para que, com ele, se comportem melhor. A hostilidade de António em relação aos estudos de João obriga-a a afastar o filho menor para que possa estudar. Haverá de acompanhá-lo até à ordenação sacerdotal. Naquele dia pronunciará algumas palavras que ficarão no coração de Dom Bosco por toda a vida. Quando, em 1848, Dom Bosco fica gravemente doente, Margarida vai assisti-lo descobrindo o bem que faz pelos jovens abandonados.
Ao pedido para acompanhá-lo, responde assim: "Se acreditas que essa é a vontade do Senhor, estou pronta
a vir". A presença de Mamãe Margarida transforma o oratório numa família. Por dez anos a sua vida se confunde com a do filho e com os inícios da Obra salesiana; é a primeira e principal cooperadora de Dom Bosco; torna-se o elemento materno do sistema preventivo; é, sem o saber, "co-fundadora" da Família Salesiana.

Morre em Turim, atingida pela pneumonia, no dia 25 de Novembro de 1856 aos 68 anos. Acompanham-na ao cemitério muitos jovens, que a choram como se chora por uma Mãe. Gerações de salesianos a chamaram e a chamarão de Mamãe Margarida.




terça-feira, 21 de dezembro de 2010

4º Domingo do Advento


Homilia

“O rei da glória é o Senhor onipotente; abri as portas para que ele possa entrar!”. Foi o que rezamos no refrão do salmo da liturgia desse domingo. Onipotente é um dos adjetivos de Deus. Deus é todo-poderoso, seu poder é infinito, Ele pode tudo. No entanto, Deus nos mostra que ao mesmo tempo em que ele é poderoso Ele também é simples. Ele é o Emanuel, o Deus Conosco. Ele está ao nosso lado e quis estar ao nosso lado, vindo ao mundo e assumindo a nossa humanidade de uma maneira normal. Ele quis precisar do “sim” humano para que também nós participássemos da história da salvação, para que também nós pudéssemos fazer parte e nos sentir parte desse plano de amor.
Deus está conosco sempre! Seja nos nossos momentos de angústia, de alegria, de sofrimento, de conquistas. Muitas pessoas duvidam, em alguns momentos, da presença de Deus em suas vidas. Na verdade, elas não percebem que o problema está em si mesmas. Estão com os olhos tampados pelo pecado, por egoísmos. Estão com os ouvidos ocupados em escutar tantas balelas e propostas sem sentido. Estão com os corações cheios de insegurança, de inveja, de rancor. Deus é fiel! Ele está sempre presente. Nós que precisamos estar livres daquilo tudo que nos atrapalha de sentirmos, ouvirmos, enxergamos a presença de Deus nas ações do dia-a-dia, nos acontecimentos, nas palavras das pessoas e de tantas outras maneiras, sempre de forma simples...como Deus é simples!
Nesse último domingo do advento a liturgia nos convida a olharmos para as figuras de Maria e José. Além de precisar do “sim” de Maria para que acontecesse a concepção de Jesus, Deus também precisou do “sim” de José para que o Menino-Deus também tivesse um “cuidador”, alguém pudesse junto com Maria educá-lo e sustentá-lo.
Maria e José são os portadores, por excelência, da grande Benção de Deus para a humanidade: o Cristo. E é pelo Cristo que chega até nós a salvação de Deus.  Maria e José são aqueles que se colocam como instrumentos de Deus para que a salvação possa vir ao mundo. Nós também somos hoje outras “Marias” e outros “Josés” pois também somos instrumentos de Deus para continuarmos levando a mensagem de salvação para todas as pessoas. Ao escutarmos e colocarmos em prática a Palavra de Deus e também ao recebermos Jesus na Eucaristia, nos tornamos portadores de Jesus. Nos tornamos também instrumentos para levar ao mundo essa grande benção de Deus para a humanidade: o próprio Jesus Cristo. Que possamos ainda nesses dias que faltam para o Natal abrir as portas dos nossos corações para o que o rei da glória possa entrar e reinar em nossa vida!

Pe. Paulo Profilo, SDB 

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Ser jovem

Ser jovem é viver todas as emoções ao extremo, cantar, abraçar;
Ser jovem é ter esperança, dormir com o problema, mas na certeza que no dia seguinte a solução aparecerá;
Ser jovem é amar a simplicidade, o vento, andar descalço e o canto dos pássaros;
Ser jovem é escrever o diário, mas porque não ler a Bíblia?
Ser jovem é cantar uma canção em pleno ônibus e fora do timbre, é não ter vergonha de fazer o sinal da Cruz em publico;
Ser jovem é ter piedade de quem sofre, com aquela vontade imensa de fazer o milagre da cura, mas por quê?
Se podemos orar!
Ser jovem é saudar a cada dia novo como presente de Deus. E viver para Presenteá-lo.
Temos sim que ser jovens mais diferentes por preservar a vida tão preciosa
Não podemos ter medo de testemunhar nossa castidade, nosso amor por Jesus, afinal só nele encontramos algo que não é passageiro como as coisas terrenas, Nele encontramos o modelo de vida.
Estar no mundo sem ser do mundo.
A vida Eterna!
Vamos viver pra Deus, viver pra ganhar o céu!

Santos de calça jeans!
Santo sem deixar de ser jovem!
Quando o jovem não se decide, corre o risco de ficar uma eterna criança (Bento XVI)


Maria Carolina Queiroz (M.C)



sábado, 18 de dezembro de 2010

Papai Noel é São Nicolau

Desde criança, sabemos que no Natal comemora-se o nascimento de Jesus Cristo. Além dele, outra figura tem um papel especial nessa história. É um bom velhinho, de barba branca e coração generoso, que mora no Pólo Norte e viaja o mundo inteiro para entregar presentes para as criancinhas comportadas. Mas afinal, quem é esse bom velhinho? De onde veio? Será que ele realmente existiu?
Bom, muitos já devem ter ouvido falar dessa história. Mas algumas pessoas desconhecem a origem da tradição de presentear uns aos outros na véspera de Natal. Papai Noel, que na verdade chamava-se Nicolau, nasceu na cidade de Lícia, na província de Anatólia, uma das regiões da Ásia Menor (hoje Turquia), no ano 281, onde viveu do final do século III até o início do século IV.
Filho de pais ricos, Nicolau viajava muito e sempre teve em mente ajudar os mais necessitados por onde passava. Uma das histórias mais conhecidas sobre o bom velhinho é a de um guerreiro do exército romano chamado Licondro. Arruinado financeiramente, vivia o drama de não saber como casar suas três filhas, pois não tinha como pagar os dotes. Dizia para todos que as prostituiria, por não ter como casá-las. Por esse motivo, Nicolau deixou um saco de moedas de ouro embaixo da janela da mais velha. Outra versão da história é a de que Nicolau teria atirado o saco de moedas pelas chaminés das casas e enchido de dinheiro as meias que foram colocadas para secar.
Nicolau se tornou bispo, quando o que morava na cidade de Mira morreu. Os anciões, por não conseguirem escolher um sucessor, optaram por colocar a decisão nas mãos de Deus. Dizem que naquela mesma noite, o mais velho do grupo teve um sonho onde o Senhor lhe dizia que o primeiro homem a entrar na igreja, na manhã seguinte, deveria ser o escolhido. Como era costume acordar cedo e ir a Igreja para rezar, Nicolau foi premiado pela profecia do sonho e se sagrou o bispo mais jovem da história de Mira.
Nicolau morreu no dia 06 de dezembro de 350. Foi canonizado e tornou-se um dos santos mais populares do cristianismo. Na Inglaterra existem mais 400 igrejas com seu nome. São Nicolau é padroeiro das crianças e dos marinheiros. Diz a lenda que, antes de ser canonizado, Nicolau viajava muito. Em uma viagem com destino a Terra Santa, houve uma grande tempestade e todos estavam com muito medo. Nicolau pediu a Deus que a tempestade cessasse. Logo depois a calmaria voltou e os marujos atribuíram o acontecimento a um milagre de Nicolau.
Seja santo ou bom velhinho, o importante é que o verdadeiro objetivo do natal é ajudar a quem precisa. Além de presentearmos quem amamos, também devemos ajudar o próximo. Dar carinho a quem não tem. O natal é o dia da solidariedade, da união, da confraternização e nenhum outro presente deve substituir isso. Feliz Natal!

Fonte: http://renara.wordpress.com e youtube

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Criação do Mundo.001



É isso ai ! A partir de hoje sexta feira vamos começar a postar tiras do autor Carlos Ruas, com assuntos diversos de interesse dos jovens. Fiquem ligados todas sextas sempre terão quadrinhos.
Para saber mais.
http://www.umsabadoqualquer.com

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

São Domingos Sávio

            O São Domingos Sávio viveu o lema “Antes morrer do que pecar”.

     Nascido em Turim, na Itália, no ano de 1842, Domingos conheceu muito cedo Dom Bosco e participou do Oratório, onde seu coração se apaixonou por Jesus e Nossa Maria Auxiliadora.
    Um dia, ao ouvir uma pregação sobre a facilidade de santificar-se, seu coração inflamou-se no amor de Deus, e mais tarde declarou a Dom Bosco:   "Quero dizer que sinto um desejo e uma necessidade de fazer-me santo.    Nunca havia imaginado que se poderia sê-lo com tanta facilidade, e agora, que vi, quero absolutamente e tenho absoluta necessidade de ser santo".
    Dom Bosco, algum tempo depois, queria dar-lhe um presente e perguntou-lhe o que gostaria de receber. Domingos disse: "O presente que lhe peço é que me ajude a ser santo. Quero dar-me todo ao Senhor, ao Senhor para sempre. Sinto verdadeira necessidade de fazer-me santo, e se não me fizer, não faço nada. Deus quer que eu seja santo, e tal há de acontecer".
      A primeira coisa que se lhe aconselhou para chegar a esse fim, foi que trabalhasse para ganhar almas para Deus, posto que não há coisa mais santa nesta vida do que cooperar com Ele na obra da salvação.
    Seguindo a recomendação, não perdia oportunidade para dar bons conselhos e advertir a quem dissesse ou fizesse coisas contrárias à santa lei de Deus. Tinha um verdadeiro horror às blasfêmias, e quando as ouvia, se não tinha condições de advertir o responsável, tirava o chapéu e dizia "Louvado seja Jesus Cristo!", para reparar a falta.
    Pequeno na estatura, mas gigante na busca de corresponder a vocação a santidade. Domingos Sávio é um ícone para toda a juventude, na alegria de ser santo. Um jovem comum, que buscava cumprir os seus deveres e amava a vida de oração.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

3º Domingo do Advento




Muitas vezes quando atendo as pessoas, principalmente as que estão enfermas, uma das perguntas mais freqüentes que fazem são “Padre, Deus está me castigando?”. Diante da fragilidade da saúde esse é o primeiro pensamento que se vem. Se hoje muitas pessoas pensam nessa possibilidade de castigo de Deus imagine como as pessoas pensavam na época da Jesus. Os coxos, os cegos, os leprosos, eram todos considerados pecadores, amaldiçoados, impuros e indignos. Para a religião que professavam essas pessoas não estavam contados entre aqueles que seriam salvos.

No capítulo 4 de Lucas, quando Jesus estava na sinagoga em Cafarnaum e levantou-se para ler as escrituras, ele anunciou a sua missão como Ungido de Deus, como o Cristo de Deus: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu para anunciar a Boa-Nova aos pobres; enviou-me a proclamar a libertação aos cativos e, aos cegos, a recuperação da vista; a liberdade aos oprimidos, a proclamar um ano favorável da parte do Senhor.” No evangelho de hoje, em cumprimento à profecia de Isaías que lemos na primeira leitura, Jesus ao ser indagado pelos discípulos de João se ele realmente era o Cristo, Jesus faz questão também, de elencar os sinais que estão acontecendo.
Jesus chama atenção aos sinais para que entendam o motivo verdadeiro deles. Mas do que as curas e milagres, o Cristo de Deus veio para trazer a salvação. E a salvação de Deus não é somente para um grupo de pessoas perfeitas fisicamente mas sim para todos, principalmente os mais necessitados. Os milagres de Jesus são sinais da sua unção pelo Espírito Santo. São sinais de uma salvação universal até para os que, segundo os judeus, eram considerados amaldiçoados e castigados por Deus. Jesus não cura ou faz milagres porque tem dó, mas para testemunhar a misericórdia e o amor de Deus na vida dos seus filhos. Para mostrar que realmente é “um ano favorável da parte do Senhor”. É o kairós (tempo de Deus) que se aproxima!
Nós também precisamos estar atentos aos sinais de Deus em nossas vidas. Deus nos concede as “alegrias da salvação”. Os sacramentos, por exemplo, já são essas alegrias que Deus nos concede ao marcar os momentos da nossa vida com seus sinais de amor: a filiação divina pelo batismo, a misericórdia pela penitência, o alimento pela eucaristia, os dons do Espírito pelo crisma, a união de duas vidas pelo matrimônio, o ser outro Cristo pela ordem, a cura pela unção dos enfermos. Com quantas outras “alegrias da salvação” Deus nos presenteia: a amizade sincera de um amigo ou amiga, o amor incondicional de uma mãe ou pai, a franqueza de uma correção fraterna, a simplicidade de uma criança, a beleza da criação.
É por isso que nesse domingo a cor litúrgica é o róseo. É a alegria que toca esse tempo da espera, do advento do Senhor. Alegria em comemorar mais uma vez a primeira vinda de Cristo, que assumiu a nossa fragilidade humana para justamente nos trazer a salvação e nos mostrar que a grandeza do ser humano se caracteriza pela fé que o faz perceber as necessidades do próximo. A esperança da segunda vinda de Cristo, quando ele chegará triunfante para nos trazer à verdadeira alegria da vida em Deus.

Pe. Paulo Profilo, SDB


terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Nossa Senhora Aparecida - O Milagre

A história do filme tem relação com a fé dos católicos em Nossa Senhora da Imaculada Conceição Aparecida, considerada a padroeira do Brasil. A ação começa na cidade de Aparecida do Norte, em São Paulo, onde o menino Marcos perde a fé na santa após seu pai sofrer um grave acidente durante a construção da basílica local. Anos depois, Marcos terá de reencontrar esta mesma fé através de outro acontecimento, agora envolvendo o seu filho adolescente. Em paralelo à história de Marcos, a produção mostra cenas que relembram o descobrimento da imagem de Nossa Senhora Aparecida no leito do rio Paraíba do Sul por três pescadores, no século XVIII, quando os mesmos já tinham perdido as esperanças de encontrar peixe na região. Diz a lenda que os pescadores jogaram a rede no rio e pescaram o corpo de uma imagem de Nossa Senhora  da Conceição, devoção trazida ao país pelos portugueses desde o século XVI. Após jogar novamente a rede, os pescadores resgataram a cabeça da santa e com o “milagre”, o rio voltou a ter peixe em abundância. A mesma história já foi contada na novela A Padroeira, de Walcyr Carrasco.
O longa-metragem é dirigido por Tizuka Yamasaki, e os atores Murilo Rosa, Maria Fernanda Cândido, Jonatas Faro, Bete Mendes, Leona Cavalli, Rodrigo Veronese e Regis Farah compõem o elenco. A distribuição é da Paramount Pictures.

Fonte: Globo.com e Youtube

sábado, 11 de dezembro de 2010

Encerramento da Semana Missionária

Hoje Dia  11/12/2010 acabou mais uma semana missionária, cheia de alegrias e fortes emoções pois foi com a ordenação do diácono Luis Fabiano (agora Pe. Luis Fabiano) que se encerrou essa semana. Nesta semana os garotos tiveram a experiência de fazer visita às casas dos moradores das comunidades e fazer atividades recreativas com as crianças pela tarde, igualmente como fizeram em nossa comunidade, Santa Rosa De Lima. Tenho certeza de que as sementes foram plantadas e  que em breve vamos colher os resultados de uma semana de trabalho e suor.


                                                                      Rodolfo de Souza Martins.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

A Imaculada Conceição

A Imaculada Conceição

Reza o dogma católico que a Bem-aventurada Virgem Maria, desde o primeiro instante de sua conceição, foi preservada da nódoa do pecado original, por privilégio único de Deus e aplicação dos merecimentos de seu divino Filho.

O dogma abrange dois pontos importantes:

a) O primeiro é ter sido a Santíssima Virgem preservada da mancha original desde o princípio de sua conceição. Deus abrogou para ela a lei de propagação do pecado original na raça de Adão; ou por outra, Maria foi cumulada, ainda no começo da vida, com os dons da graça santificante.

b) No segundo, vê-se que tal privilégio não era devido por direito. Foi concedido na previsão dos merecimentos de Jesus Cristo. O que valeu a Maria este favor peculiar foram os benefícios da Redenção, na previsão dos méritos de Jesus Cristo, que já existiam nos eternos desígnios de Deus.

Fonte: www.lepanto.com.br/ApMariaIC.html

domingo, 5 de dezembro de 2010

Semana Missionária



Hoje dia 5 de Dezembro de 2010 os jovens Lucas Manoel e Lucas Santos da Comunidade Santa Rosa de Lima, foram para a Semana Missionária vocacional, na cidade de americana - SP.

Os jovens vem participando dos encontros vocacionais na Paróquia sagrada Família, desde o término da Semana Missionária que ocorreu em Jacareí na Paróquia de São Silvestre em Julho de 2010.
Unidos aos jovens que estão trabalhando na Semana Missionária, vamos rezar e pedir a Dom Bosco e Nossa Senhora Auxiliadora que ilumine todos os envolvidos nesta semana para que os objetivos propostos sejam alcançados.

Fabiano S.  Martins

sábado, 4 de dezembro de 2010

2º Domingo do Advento

Homilia

Caros jovens! O profeta Isaías afirma hoje na sua profecia que do tronco de Jessé nascerá um rebento. O que é um rebento? É uma hastesinha  pequena, frágil, tão frágil que qualquer criança pode quebrar, partir em pedaços. Mas vejam a grandeza de Deus! É desta hastesinha que veio a nossa salvação! Parece tão contraditório. Mas é! A lógica de Deus é diferente da nossa. Deus exalta os humilhados! Faz os cegos enxergarem! Faz da cruz o seu trono! É sobre esse rebento que o profeta anuncia que repousará o Espírito do Senhor! É essa hastesinha que será ungida pelo Espírito! É o Cristo, o Messias que virá para batizar com o Espírito Santo e com fogo!
O messias é cheio do Espírito Santo por isso é justo. Ele não julga pelas aparências mas pela justiça, anuncia o profeta. Assim, somos convidados a tirarmos, nesse domingo, as nossas máscaras, as nossas aparências, a nossa vida do ‘faz-de-conta” e sermos quem realmente somos! Precisamos ter coragem de assumir a nossa pobreza. Assumir que perante Deus somos pobres e que sozinhos nunca poderemos levar o peso da vida. Somente os pobres poderão acolher, reconhecer e alegrar-se com a chegada do Messias!
João Batista no evangelho de hoje faz um convite: “Convertei-vos!” A palavra conversão em grego é metanóia  que significa mudar o pensar, mudar o coração! Não se trata de uma mera mudança no rumo da vida, mas é uma atitude interior de sincero arrependimento, a atitude de quem se reconhece pecador e humildemente vai mudar o coração, mesmo que à custa de sacrifício pois reconhece a importância de Deus e da vida em Deus. É um retorno a Deus para que Ele encontre acesso fácil, em nosso coração, para a sua vontade e seus planos.  Para isso que João batiza. Para que as pessoas reconheçam os seus pecados e mudem, façam a escolha pelo Reino de Deus, o próprio Cristo que vem. Já o Batismo de Jesus é aquele que confere a fé, dada pelo Espírito Santo. Fé que arde os nossos corações como o fogo! Que queima e purifica a nossa pequenez para dar assim, espaço para a vontade de Deus em nossas vidas.

Hoje, nas orações que rezamos na liturgia, há pedidos muito corajosos. Na coleta rezamos o seguinte: “Nós vos pedimos que nenhuma atividade terrena nos impeça de correr ao encontro do vosso Filho, mas, instruídos pela vossa sabedoria, participemos da plenitude de sua vida.” Há muitas coisas em nossa vida que nos atrapalham de participar da plenitude da vida de Deus. A conversão é deixar de lado essas coisas! Assim poderemos viver a nossa vocação de termos “vida e vida em plenitude”.  Na oração depois da comunhão rezaremos o seguinte: “que pela participação nesta eucaristia, nos ensineis a julgar com sabedoria os valores terrenos e colocar nossas esperanças nos bens eternos.” Vejam! Precisamos pedir a Deus, todos os dias, que os ensine a julgar os valores terrenos, os valores que nos são oferecidos pela TV, pela INTERNET, pelas propagandas, pelas músicas. Não é necessário nos esconder de tudo isso, mas é necessário, com a ajuda do Pão da Vida, julgar com sabedoria e aproveitarmos aquilo que é bom para o nosso crescimento e para nossa vida de fé.
Cultivemos em nós a esperança, chega de vivermos como todo mundo vive, chega de sermos medíocres como todo mundo é medíocre. Façamos a diferença! Vamos converter o nosso coração para que possamos, juntos,  tendo um só coração e uma só voz glorificar a Deus em Jesus Cristo pelo Espírito Santo!

Pe. Paulo Profilo, SDB

Santa Rosa de Lima

Santa Rosa de Lima nasceu na cidade de Lima, capital do Peru, no ano de 1586, coincidentemente no mesmo ano da aparição da Virgem Santíssima na cidade de Chiquinquira. Isabel Flores y de Oliva é o seu nome de batismo, mas sua mãe, ao ver aquele rosto rosado e belo, começou a chamá-la de Rosa, nome com a qual ficou conhecida.
Desde pequena, teve grande inclinação à oração e à meditação. Um dia estava rezando diante de uma imagem da Virgem Maria, com Jesus Cristo ainda bebê nos braços, quando ouviu uma voz que vinha da pequena imagem de Jesus, que lhe dizia: "Rosa, dedique a mim todo o seu amor..."
A partir de então, tomou a decisão de amar somente a Jesus, mas devido à sua beleza, muitos homens acabavam se apaixonando por ela. Para não ser motivo de tentações, Rosa cortou seus longos e belos cabelos, e passou a cobrir o rosto constantemente com um véu.
Decidiu ingressar em um convento da ordem agostina, entretanto, estando diante da imagem da Virgem Santíssima no dia da sua conversão, sentiu que não podia levantar-se nem mesmo com a ajuda de seu irmão. Foi então que percebeu ser tudo aquilo um aviso dos céus para não ir, e bastou fazer uma prece à Nossa Senhora para que a paralisia desaparecesse por completo.
A partir deste dia, Rosa, que se espelhava em Santa Catarina de Sena como modelo de vida a ser seguido, passou a pedir diariamente a Deus para indicar-lhe em que ordem religiosa deveria ingressar. Percebeu que todos os dias, assim que começava a rezar, aparecia uma pequena borboleta nas cores branco e preta, e com este sinal chegou à conclusão que deveria ingressar na Congregação da Ordem Terceira de São Domingos, cujas vestimentas eram nestas cores. Tendo ingressado na ordem aos vinte anos, pediu e obteve licença de emitir os votos religiosos em casa - e não no convento - como terciária dominicana.
Construiu para si uma pequena cela no fundo do quintal da casa de seus pais, e passou a levar uma vida de austeridade, de mortificação e de abandono à vontade de Deus. Através de rigorosas penitências, Rosa eliminou de sua vida todo orgulho, amor próprio e vaidade, cumprindo à risca o que Jesus disse: "Quem se humilha será exaltado". Entre as penitências estava o jejum contínuo: Rosa consumia o mínimo necessário para sua sobrevivência e quase não bebia água. Dormia sobre duras táboas e ao olhar para o crucifixo dizia: "Senhor, a sua cruz é muito mais cruel que a minha".
Quando seu pai perdeu toda a fortuna, Santa Rosa não se perturbou ao ter que trabalhar de doméstica, pois tinha esta certeza: "Se os homens soubessem o que é viver em graça, não se assustariam com nenhum sofrimento e padeceriam de bom grado qualquer pena, porque a graça é fruto da paciência". Vivendo fora do convento, renunciou a inúmeras propostas de casamento e de vida fácil, dizendo: "O prazer e a felicidade que o mundo pode me oferecer são simplesmente uma sombra em comparação ao que sinto". Alcançando um alto grau de vida contemplativa e de experiência mística, suas orações e penitências conseguiram converter muitos pecadores.
Muitos milagres aconteceram após sua morte. Ela foi beatificada por Clemente IX em 1667 e canonizada em 1671 por Clemente X, a primeira da América a ter essa honra. É padroeira da América do Sul e das Filipinas.
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